O amor não é delicado

14 de outubro de 2016 - 6a.feira, A delicadeza do amor, Daniela Lusa

De que delicadeza você está falando, afinal? O amor destrói.

Destrói a gente aos poucos para ir reconstruindo tudo depois, de um jeito diferente, de um jeito que você jamais pôde imaginar. Ele não foi delicado comigo, nem um pouco sutil. Quando chegou pela primeira vez, me devastou por completo e eu fiquei em ruínas. Não foi fácil refazer o que antes me era perfeito. Quando ele chegou pela segunda vez, me reergueu e eu pude me reconstruir aos poucos. Ainda me faltam alguns pedaços, é verdade, mas imagino que estejam perdidos por aí. Hora dessas eu encontro e me ajusto, somos moldáveis ao tempo e ao espaço que ocupamos. Eu não sei exatamente a dimensão do amor que me ocupa ou até quando ele será responsável por sustentar minhas estruturas, mas eu tenho espaço o suficiente para que ele cresça e me mude todas as vezes que forem necessárias.

O amor não é delicado, mas é forte o bastante para moldar o meu sentir. 

Daniela Lusa

Daniela Lusa

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Às vezes, eu não sei o que quero. Outras vezes, eu sei o que não quero. Sempre quis ser professora por sonho, hoje sou por paixão. Da faculdade de Letras, nasceu o amor pelas palavras, pelos textos. Busco fuga nas palavras porque vivo cercada pelo silêncio, aqui dentro de mim. Escrevo para não sufocar. O problema é que, às vezes, o que sinto é intransponível em palavras.

Uma resposta para O amor não é delicado

  1. Ninguém disse que seria fácil. Afinal, é amor.

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