Despedida. (Até a proxima vez que te encontrar)

7 de dezembro de 2013 - Bem que se quis, Cláudio Marques, sábado

São Paulo, 28 de julho de 2013

Amor,

Eu deveria ter te deixado ir quando pediu minha ausencia pela primeira vez. Eu deveria ter abortado nosso amor, mesmo sabendo que isso seria um crime inafiançavel, eu deveria ter cometido perjurio diante daquele juiz de paz, que um dia abencou nossa relacao. Eu deveria nao querer tanto. Eu deveria nao querer teu abraco lento, teu beijo apaixonante. Bem que te quis, apesar de todos os caminhos, te quis. Mesmo quando todos os caminhos se fecharam e nao tinhamos muito pra onde correr, senão pros braços um do outro. Acabaram as verdades, sobraram as mentiras. De uma maneira ou de outra.

 

Mas te digo amor, basta que eu acredite que meu destino é nosso. Que todos os caminhos se voltam pra ti. Pra nossa cama. E volto a querer, a perdoar, a desejar. Esse meu desejo é uma coisa alheia a minha vontade. É maior.

 

O teu querer me faz melhor. Perto, longe. 

Nao vou pedir pra voltar, nossa estrada se cruza antes que possamos nos distanciar. 

Te amo, isso eu sempre quis. 

Claudio Marques

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Entre uns e outros me encontrei. Escrevendo, rabiscando, rascunhando. Sem eira nem beira.

2 respostas para Despedida. (Até a proxima vez que te encontrar)

  1. quantos caminhos existem para se voltar? e para ir ? e para nunca mais pensar?

  2. Quando querer, desejar e amar coincidirem, a gente para de escrever. E de amar, querer e desejar.

    Texto lindo.

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