em linhas

perfeitas,

desde menina

dança leve

a bailarina.

 

vestido rodado

rendado,

e ainda bordado!,

rodopia livre

pra todo lado.

 

sorriso garboso

iluminado.

com encanto gostoso,

conquista  fácil 

todo o povo.

 

mas o que ninguém sabe é que, depois de todo espetáculo, ela chora. e como pintassilgo triste com a sina que tem, ela acomoda-se em algum canto e lamenta sua sorte. sem percalços, a vida dança. uma dança única, de una cadência, simples só. ela também.

 

chego a ter pena da bailarina!, que desde pequena, não quer ser mais menina, e sim, como toda moça, tornar-se mulher e dirigir seu espetáculo, sua vida.

 

rodopie, bailarina! e faça o tempo girar. depois da sua vida conquistar, volte linda!, mulher!, atriz!, deusa! e com seus novos encantos, de gente que sente, de mulher que vive, rodopie mais uma vez e a nos encantar…

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Pinga a goteira

no meio da sala

o pai chega

bêbado

a mãe limpa

a poça de água

e vômito

pinga pai

pinga água

pinga.

Ela parece suave e

delicada

o corpo petit

a timidez estampada

do lado de dentro do

sorriso exposto que

às vezes nem ela sabe

se é falso ou verdadeiro.

 

Mas uma verdade ela sabe:

não é frágil

é dedicada e determinada

uma shieldmaiden

que batalha sem descanso

com as palavras e as coisas.

 

Ela travou uma guerra

consigo.

Saiu vitoriosa… Leia Mais…

Um corpo

28 de novembro de 2016 - 2a.feira, Ana Suy, Ciranda da bailarina

O que fazer com um corpo?

Sobreviver!

Respirar, comer, excretar

Doer, parar de doer, voltar a doer

Parar de doer, doer

Nomear uma dor que não dói

Como prazer

 

O que fazer com um corpo?

Dançar!

Rodar, saltar, fazer-um com o som

Doer, esquecer que dói, lembrar de novo

Parar de doer, doer

Descobrir que o… Leia Mais…

Queridos leitores:

21 de novembro de 2016 - Sem categoria

 

Nessa semana, em solidariedade à nossa confrade Daniela Lusa, cujo pai partiu no último sábado, não haverá textos novos.

negue, nêga!

diga que nunca,

ou quase nunca, 

passaste por aqui

e em minhas pautas

nunca escreveste

verso algum. 

 

negue, nêga!

que, apenas uma vez, 

ou nenhuma vez,

leste minha alma

repleta de tuas letras,

disfarçadas em suspiros,

tuas poesias. 

 

negue, nêga!

o desfilar da tua lingua,

no teu mais doce deslizar.

molhando-me  a alma,

o corpo e o copo.

deixando-me tenso, 

teso e… Leia Mais…